Janeiro


O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) realizou, nesta quarta-feira (21), a primeira sessão do Pleno sob a presidência do conselheiro Carlos Neves, eleito para o biênio 2026-2027. 

Além dos membros conselho do Tribunal, a sessão teve a participação do novo auditor-geral, conselheiro substituto Luiz Arcoverde Filho, do procurador-geral do Ministério Público de Contas, Ricardo Alexandre. 

Na ocasião, o novo presidente foi saudado por todos os integrantes do Plenário, que desejaram êxito a sua gestão. O conselheiro Valdecir Pascoal, que presidiu o TCE no biênio 2024-2025, ressaltou a união do Pleno do Tribunal, seu espírito democrático e uma unidade centrada em defesa da instituição.

O presidente agradeceu as manifestações e enfatizou a importância do Tribunal de Contas e sua estabilidade política. “Levaremos o Tribunal de Contas com muita serenidade e leveza, com diálogo e compromisso, sempre com tudo muito planejado e estruturado”, comentou Carlos Neves.

Ainda na sessão, os conselheiros julgaram processos de recursos, embargos de declaração e agravos. Também foram aprovadas minutas e realizado um sorteio que definiu, por necessidade de redistribuição, em razão do impedimento do ex-presidente Valdecir Pascoal, processos da Defensoria Pública, sendo sorteado como novo relator o atual vice-presidente, conselheiro Marcos Loreto.

VOTO DE PESAR

Durante o Pleno, com proposição do presidente Carlos Neves, foi aprovado, por unanimidade, um voto de pesar pelo falecimento do ex-ministro Raul Jungmann, ocorrido no último domingo (18). “Independentemente da posição política, todos o reconheciam como um homem dedicado à causa pública”, comentou o presidente.

Nascido no Recife, Jungmann, ao longo de sua trajetória política, foi vereador pelo Recife, deputado federal e - em governos diferentes - ministro do Desenvolvimento Agrário, da Defesa e da Segurança Pública, entre outros cargos. 

As sessões seguem amanhã (22), às 10h, com julgamentos de processos da Segunda Câmara. Na próxima terça-feira (27), também às 10h, as sessões da Primeira Câmara terão seu início.

Gerência de Jornalismo (GEJO), 21/1/2026


A atuação do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) resultou em uma economia de aproximadamente R$ 2,3 bilhões para os cofres públicos nos anos de 2024 e 2025, sendo cerca de R$ 1,15 bilhão em cada ano.

O dado, levantado pela Diretoria de Controle Externo do TCE-PE, integra o balanço das ações da instituição no biênio.

Esse resultado é fruto de correções em valores e quantitativos de licitações, auditorias em folhas de pagamento, e melhorias nos processos de gestão administrativa dos órgãos públicos. O foco do Tribunal é atuar de forma preventiva, evitando que o prejuízo aos cofres públicos aconteça.

Os números mostram como o controle exercido pelo TCE-PE contribui para uma gestão mais eficiente dos recursos públicos, preservando valores expressivos que podem ser destinados às políticas públicas e aos serviços oferecidos à população.

Para acompanhar como os recursos públicos estão sendo utilizados, gestores e cidadãos podem acessar o Portal Tome Conta, que reúne informações sobre receitas e despesas, além de dados que contribuem para uma gestão mais transparente e responsável.

Acesse aqui o Tome Conta 📲

Denúncias, reclamações, sugestões ou pedidos de informação podem ser feitos pela Ouvidoria do TCE-PE, canal direto de comunicação entre o Tribunal e a sociedade.

Clique aqui para acessar a página da Ouvidoria 📲 

Gerência de Jornalismo (GEJO), 20/1/2026

O novo presidente e a mesa diretoria assumem a gestão do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) para o biênio 2026-2027.

Autoridades dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, representantes de Tribunais de Contas de todo o Brasil, servidores, além de amigos e familiares, lotaram o auditório do Recife Expo Center, nesta quinta-feira (15), para a posse do novo presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), conselheiro Carlos Neves, e da nova mesa diretora do órgão para o biênio 2026-2027.

A sessão solene foi aberta pelo ex-presidente, conselheiro Valdecir Pascoal, que saudou o novo presidente. 

Pascoal definiu Carlos Neves como um técnico preparado e um homem público sensível ao peso simbólico das instituições. "A estatura institucional de Carlos Neves transcende Pernambuco", comentou, destacando que o novo presidente simboliza uma nova cultura no controle externo brasileiro, fundada no diálogo institucional e na resolução consensual de conflitos.

O ex-presidente também enfatizou que o momento simboliza a força, o equilíbrio e a vitalidade de uma instituição que serve ao povo pernambucano com um controle externo responsável, dialógico e efetivo.

Confira a íntegra do discurso de Valdecir Pascoal 📄

Em seu discurso, o novo presidente do Tribunal também ressaltou o diálogo como uma das prioridades de sua gestão. “Nossa marca será o diálogo. Mas que não haja equívocos: não falo do diálogo da complacência, falo do diálogo da efetividade institucional. O Direito Administrativo moderno atravessa uma transição irreversível: saímos da era do punitivismo tardio, aquela visão de um controle que se limitava a esperar o fracasso da gestão para apenas aplicar a sanção, e estamos entrando na Era do Consensualismo”, comentou.

Outros pontos enfatizados por Carlos Neves foram a defesa do meio ambiente e da primeira infância. “Não aceitaremos que o destino dos meninos e meninas de Pernambuco seja o que descreveu o poeta Manuel Bandeira: ‘A vida inteira que podia ter sido e que não foi’. O TCE-PE será o garantidor de que o orçamento se transforme em oportunidade real. Fiscalizar a infância é fiscalizar a esperança de Pernambuco”, disse o conselheiro, que tomou posse pela primeira vez como presidente do TCE-PE, sendo o 20º a ocupar o cargo. 

Neves também fez uma homenagem à memória do conselheiro João Carneiro Campos, falecido em 2019, a quem ele substituiu. "Sua partida prematura deixou-nos um vazio imenso, mas o seu lugar neste Tribunal é honrado diariamente pelo trabalho técnico e pela ética", disse.

Confira a íntegra do discurso de Carlos Neves 📄

Na mesma cerimônia, também tomaram posse os conselheiros Marcos Loreto, como vice-presidente; Dirceu Rodolfo, como corregedor; Eduardo Porto, como diretor da Escola de Contas; e Rodrigo Novaes, como ouvidor.

A solenidade foi acompanhada por várias autoridades, entre elas, a governadora do Estado, Raquel Lyra; a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; o prefeito do Recife, João Campos; o deputado Rodrigo Farias, representando a Assembleia Legislativa de Pernambuco; o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Ricardo de Oliveira Paes Barreto. 

Também estiveram presentes a procuradora-geral adjunta, Eliana Lapenda, representando o Ministério Público de Contas; o novo auditor-geral do TCE-PE, conselheiro substituto Luiz Arcoverde Filho; o presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Edilson Silva (TCE-RO); o presidente do Instituto Rui Barbosa, Edilberto Pontes; entre outros representantes de órgãos públicos, da OAB-PE, do Exército e do controle externo.

A cerimônia também contou com diversos momentos musicais, como o Hino do Brasil e o de Pernambuco, tocados pelo acordeonista pernambucano Beto Hortis, além de músicas como “Lamento Sertanejo”, “Sujeito de Sorte”, “Estação da Luz”, "Filho do Dono", entre outras, interpretadas pelos cantores Martins e Larissa Lisboa.

Confira mais imagens da cerimônia de posse 📸

PERFIL – Nascido no Recife, em 1974, Carlos da Costa Pinto Neves Filho é graduado pela Faculdade de Direito do Recife (1997) e mestre pela Faculdade de Direito de Lisboa (2006).

Tomou posse como conselheiro no TCE-PE em 2019. Na instituição, exerceu o cargo de ouvidor (2022-23) e de vice-presidente no último biênio (2024-25), além de ter sido presidente da 1ª Câmara (2020-2021) e da 2ª Câmara (2019). 

Gerência de Jornalismo (GEJO), 15/1/2026

Em seu discurso, o Conselheiro Carlos Neves também faz defesa da democracia e do papel dos Tribunais de Contas no Brasil

No discurso de posse na presidência do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), nesta quinta-feira (15/01), no Recife Expo Center, o conselheiro Carlos Neves defendeu as prioridades para o seu mandato de dois anos, com destaque para as políticas sociais que assegurem o devido atendimento do Poder Público às crianças com idade de zero a seis anos. “A defesa da Primeira Infância não será um projeto isolado em nossa gestão; será o eixo transversal de nossa fiscalização. Por que transversal? Porque a vida de uma criança não é dividida em secretarias. Se a criança não tem saneamento, ela adoece; se adoece, ela não aprende, se não aprende, nós falhamos”.

Carlos Neves assegurou que terá o diálogo como marca, fez, porém, um alerta: “Mas que não haja equívocos: não falo do diálogo da complacência. Falo do diálogo da efetividade institucional”. O novo presidente do TCE-PE lembrou que foi superada a “era do punitivismo tardio – aquela visão de um controle que se limitava a esperar o fracasso da gestão para apenas aplicar a sanção”.

Para ele, estamos vivendo a era do consensualismo: “O cidadão lá na ponta não quer o troféu de um processo sancionador vitorioso, ele quer o serviço público funcionando. Quer a obra concluída, a merenda no prato e o remédio no posto de saúde. Nós daremos a segurança jurídica que permite ao bom gestor avançar”.

Outra bandeira empunhada pelo presidente Carlos Neves foi a do Meio Ambiente. “Se ontem vencemos os lixões, hoje o desafio e a Resiliência Climática. As mudanças climáticas castigam o nosso povo com secas e chuvas extremas. O TCE-PE será indutor das Cidades Resilientes. Seguiremos a lição de Josué de Castro, nosso mestre geógrafo: a natureza não é um cenário, é um organismo vivo do qual fazemos parte. Fiscalizar se as cidades estão preparadas para as crises é fiscalizar a sobrevivência do cidadão mais pobre”.

Carlos Neves ressaltou o papel democrático dos tribunais de contas do Brasil. “Somos, efetivamente, o Tribunal da Verdade Factual. Detemos o maior volume de informações sobre o cidadão e passamos a avaliar as políticas públicas de forma integral, analisando a qualidade e os resultados dos serviços prestados”. O conselheiro do TCE-PE fez uma crítica severa ao uso de notícias falsas como instrumento político. “Assistimos à ascensão de redes de ódio remuneradas e de fake news que, sob a máscara da liberdade, tentam corroer a soberania institucional de nações inteiras”.

Gerência de Jornalismo (GEJO), 15/1/2026

A ÍNTEGRA DO DISCURSO DE POSSE PRESIDÊNCIA DO TCE-PE (BIÊNIO 2026-2027)

Recife, 15 de janeiro de 2026

"Sem música, a vida seria um erro", Nietzsche. Queria iniciar agradecendo a esses artistas maravilhosos que aqui deixaram nosso dia mais iluminado. Aos amigos de longas datas, hoje colegas de trabalho aqui no TCE, Rildo e Fabio, ao amigo de infância Joaquim, ao amigo do forró Beto Hortis, e aos queridíssimos, sensíveis e engajados amigos Martins e Larissa Lisboa. Muito, muito obrigado.

Gostaria, primeiramente, de fazer uma saudação especial a um dos maiores homens públicos que já conheci: Valdecir Pascoal. Intelectual sensível, nordestino atento às questões do mundo e o maior líder do sistema de contas brasileiro. Além de seu papel público, é um marido, pai e, agora, avô dedicado.

Meu amigo e ex-presidente deste Tribunal, Pascoal, se cada cidadão pernambucano e brasileiro soubesse o quanto você fez por esta República, você seria abraçado a cada encontro nas ruas e estradas deste país. Meu muito obrigado.

Assumo a presidência deste Tribunal de Contas com a humildade de quem conhece a grandeza e a história desta instituição e o peso da confiança em mim depositada pelos meus pares. Faço aqui um registro de gratidão institucional: lembro-me da honra que foi ser indicado pelo então Governador Paulo Câmara e, mais ainda, de receber a confiança unânime dos legítimos representantes do povo pernambucano na Assembleia Legislativa. Essa confiança não me pertence; ela pertence ao cargo e à responsabilidade que agora renovo com o povo do meu Estado.

Neste momento de alegria, meu pensamento volta-se com respeito à memória do Conselheiro João Carneiro Campos. Sua partida prematura deixou-nos um vazio imenso, mas o seu lugar neste Tribunal é honrado diariamente pelo trabalho técnico e pela ética. Faço uma saudação carinhosa e respeitosa à sua família aqui presente.

Inspirado pelo mestre Joaquim Nabuco, nosso maior estadista, que nos advertia que 'não basta acabar com a escravidão, é preciso acabar com a obra da escravidão', inicio esta jornada prometendo vigília. Nabuco falava para além das correntes físicas que feriam o corpo da nação; e nós, hoje, falamos das correntes da ineficiência e da desigualdade social, que são os restos dessa obra que ainda prendem parte do nosso povo ao atraso. Estamos aqui para romper essas amarras através de um controle externo que promova justiça social.

Sei de onde vim e para onde vou. Aqui, quero fazer um registro especial a todos que, de uma forma ou de outra, colaboraram com a minha história. A todos da família paterna, os Neves e Costa Pinto; da materna, os Silva e os Albuquerque. De uns herdei o Direito, de outros a Arte. De todos, a beleza da convivência familiar, o apoio incondicional e o legado da ética.

Gratidão aos amigos de infância do Marista São Luís; dos colegas da Faculdade de Direito do Recife e do mestrado em Lisboa. Tempos de formação e construção de amizades para a vida toda. Em especial, ao amigo Eduardo Pugliesi, pela visão em me transformar em seu sócio e irmão de profissão, junto a André Coutinho na Rua do Sossego. Ao amigo Leucio Lemos, incansável cavalheiro do Direito. A Ronnie Duarte, pelo apoio incondicional na trajetória da OAB, e todos amigos advogados e advogadas pernambucanos.

A meus pais, Anna e Carlos, dedico minha gratidão por tornarem meus dias fáceis e agradáveis, dias que, hoje reconheço, por vezes foram difíceis para vocês. Às minhas irmãs e cunhados, sogros, sobrinhos, família mais próxima: vocês me dão o suporte emocional para estar aqui.

À minha companheira de vida, Milu, por ser este impulso, esta foram motriz, desde o primeiro beijo, dos shows, dos desafios profissionais, dos filhos, do lar, das farras, das lutas da advocacia e da chegada ao Tribunal. Por ser a base de tudo e a minha razão de viver. O meu amor eterno e a minha gratidão diária.

E, com um nó de emoção na garganta, dedico este momento aos meus filhos, Igor e Malu. Obrigado pela compreensão da minha ausência diária, pelo apoio afetuoso e por serem a razão pela qual eu quero ajudar a construir um Pernambuco melhor. Vocês são o que há de mais valioso em mim.

Nesta caminhada, não estou só. Saúdo os meus parceiros do sistema de contas, os amigos do IRB e da Atricon, com quem compartilho a luta pelo fortalecimento dos Tribunais em todo o Brasil.

Não poderíamos iniciar este novo ciclo sem uma afirmação categórica: a missão constitucional deste Tribunal e de todos os tribunais de contas do Brasil só respira o oxigênio da Democracia. Nos últimos anos, enfrentamos ataques velozes e invisíveis. Vivemos sob o domínio de algoritmos muitas vezes desenhados para a discórdia e para o isolamento do pensamento. Assistimos à ascensão de redes de ódio remuneradas e de fake news que, sob a máscara da liberdade, tentam corroer a soberania institucional de nações inteiras.

Nesse contexto, o papel dos Tribunais de Contas adquire uma dimensão ainda mais relevante: a da Soberania. Somos, efetivamente, o Tribunal da Verdade Factual. Detemos o maior volume de informações sobre o cidadão e passamos a avaliar as políticas públicas de forma integral, analisando a qualidade e os resultados dos serviços prestados.

Contra o caos informacional, nosso dever é oferecer o dado técnico preciso. Contra a mentira orquestrada, apresentamos a transparência absoluta. Se houver tentativas de manipular a fiscalização e o julgamento, nossa integridade e estrutura republicana devem servir como escudo. Não há país soberano e democrático sem instituições que se dediquem a proteger a verdade dos fatos.

Esta presidência será exercida em harmonia colegiada. Saúdo o meu parceiro de gestão e vice-presidente, Marcos Loreto, cuja experiência e ponderação serão fundamentais. Aos conselheiros mais novos, Eduardo Porto e Rodrigo Novaes, que trazem o vigor e a renovação necessários a este pleno.

Ninguém governa no vazio. Minha presidência é o degrau seguinte de uma escada construída com inteligência por meus antecessores.

Da gestão do Conselheiro Dirceu Rodolfo, herdamos a bússola da Avaliação de Políticas Públicas. Dirceu tirou-nos da zona de conforto da legalidade formal para nos perguntar se aquela política pública está funcionando. Do Conselheiro Ranilson Ramos, recebemos o bastão da Primeira Infância e o marco histórico do fim dos lixões. Ranilson provou que o Tribunal pode limpar o solo e semear o futuro no coração das crianças.

E da gestão do Conselheiro Valdecir Pascoal, acolhemos a Linguagem Simples e o projeto 'Fala, Gestor'. Onde ficou claro que o Tribunal pode ser cada vez mais dialógico, sem perder a capacidade crítica.

Minha missão é a síntese desses avanços. Unir a técnica de Dirceu, o olhar social de Ranilson e o diálogo de Valdecir em uma nova estratégia para o controle externo de Estado e municípios.

Senhoras e senhores, o orçamento público tem idade. E a idade da nossa prioridade absoluta é de zero a seis anos.

A defesa da Primeira Infância não será um projeto isolado em nossa gestão; será o eixo transversal de nossa fiscalização. Por que transversal? Porque a vida de uma criança não é dividida em secretarias. Se a criança não tem saneamento, ela adoece; se adoece, ela não aprende; se não aprende, nós falhamos.

Não aceitaremos que o destino dos meninos e meninas de Pernambuco seja o que descreveu o poeta Manuel Bandeira: 'A vida inteira que podia ter sido e que não foi.'

O TCE-PE será o garantidor de que o orçamento se transforme em oportunidade real. Fiscalizar a infância é fiscalizar a esperança de Pernambuco.

Avançamos agora para o método. Nossa marca será o Diálogo. Mas que não haja equívocos: não falo do diálogo da complacência. Falo do Diálogo da Efetividade Institucional.

O Direito Administrativo moderno atravessa uma transição irreversível. Saímos da era do punitivismo tardio — aquela visão de um controle que se limitava a esperar o fracasso da gestão para apenas aplicar a sanção. Estamos entrando na Era do Consensualismo.

Precisamos ser realistas e corajosos: na maioria das vezes, uma multa pesada aplicada a um prefeito não reconstrói uma ponte que desabou nem coloca o médico de volta ao posto de saúde. O cidadão lá na ponta não quer o troféu de um processo sancionador vitorioso; ele quer o serviço público funcionando. Quer a obra concluída, a merenda no prato e o remédio no posto de saúde. Nós daremos a segurança jurídica que permite ao bom gestor avançar. Cito o exemplo bem-sucedido da Secex Consenso do TCU ou as soluções pactuadas no caso da Ponte de Itaparica.

Buscaremos a resolução consensual de conflitos. O TCE-PE será uma grande mesa de entendimento. Através de mediações técnicas e orientação tempestiva, daremos ao gestor a oportunidade de corrigir o rumo em tempo real, antes que a falha se transforme em prejuízo irreparável ao erário.

Não somos um órgão de oposição; muito menos de situação. Somos um órgão de composição do interesse público. O Tribunal que orienta e pactua é muito mais forte do que o Tribunal que apenas pune o que já se perdeu.

Como nos ensinou o mestre Paulo Freire: 'O diálogo é o encontro de homens e mulheres para a tarefa comum de agir e pensar.'

Este Tribunal será o lugar desse encontro: onde o agir do gestor e o pensar do controle se unem na tarefa comum de servir ao povo de Pernambuco.

Nossa inovação não será apenas tecnológica; ela será, acima de tudo, uma inovação humana. Implementaremos em nossa gestão o conceito de Cadeia de Valor.

Quero fazer um agradecimento especialíssimo ao meu Gabinete e a todos os servidores que me receberam com tanto zelo e competência desde o primeiro dia. Vocês são o motor desta Casa.

Muitas vezes, a burocracia faz-nos esquecer o impacto daquilo que produzimos. Desejo que cada servidor deste Tribunal saiba exatamente qual é o seu papel na entrega efetiva que fazemos à sociedade.

Quando o Tribunal garante o saneamento de uma comunidade esquecida, isso não é obra de uma única mão. É o resultado de uma trama de propósitos.

Cada parecer, cada relatório, cada voto não é apenas um papel da burocracia. É feito de vidas. Nossa Cadeia de Valor é o reconhecimento de que atrás de cada processo existe um cidadão, e atrás de cada decisão final existe um servidor comprometido.

Usaremos a Inteligência Artificial para eliminar o repetitivo, para que tenhamos mais tempo para o que as máquinas jamais terão: o olhar sensível e a escuta atenta. A tecnologia será nossa lupa, mas o coração do controle continuará sendo o olhar humano do nosso servidor.

Finalmente, levaremos a sustentabilidade ao centro da governança. Se ontem vencemos os lixões, hoje o desafio é a Resiliência Climática. As mudanças climáticas castigam o nosso povo com secas e chuvas extremas. O TCE-PE será indutor das Cidades Resilientes.

Seguiremos a lição de Josué de Castro, nosso mestre geógrafo: a natureza não é um cenário, é um organismo vivo do qual fazemos parte. Fiscalizar se as cidades estão preparadas para as crises é fiscalizar a sobrevivência do cidadão mais pobre. Proteção ao meio ambiente em nossa gestão é sinônimo de proteção à vida. 6 Caminho para o fim destas palavras, mas não para o fim deste compromisso. Olho para o horizonte deste biênio com o que o nosso mestre Ariano Suassuna chamava de 'Realismo Esperançoso'.

O realismo mostra-nos as feridas abertas de um Estado que ainda luta contra a desigualdade. Mas a esperança... ah, a esperança é o que nos mantém de pé. Minha esperança não é ingênua. Ela é forjada no rigor dos dados e na crença inabalável de que as instituições existem para servir às pessoas.

Ao olhar para cada recanto de Pernambuco — do Cais de Recife às ladeiras de Olinda; do polo automotivo de Goiana à força do gesso no Araripe; do Sertão do São Francisco ao Agreste têxtil — eu vejo um povo que não se dobra. Vejo homens e mulheres que travam, todos os dias, uma luta anônima e heroica pela sobrevivência.

É para esse cidadão que o Tribunal de Contas trabalha. Para o brasileiro que, como na música imortal de Belchior, pode se considerar um 'sujeito de sorte'. Não pela facilidade da vida, mas pela coragem de dizer, a cada novo amanhecer, apesar de todas as dores:

'Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro!'

Essa resiliência pernambucana é o que move a nossa responsabilidade. Quero dizer a cada cidadão do nosso Estado: vocês não estão sozinhos na vigilância do que é seu. Podem contar com o olhar atento, técnico e humano deste Tribunal.

Não prometo facilidades. O tempo exige vigília e entrega. Prometo trabalho incansável para que o dinheiro do povo se transforme em pão, em livro, em remédio e em dignidade.

Que Deus ilumine nossa jornada e que o Tribunal de Contas de Pernambuco continue a ser o farol da ética e da esperança ativa em nosso Estado.

Muito obrigado.

Cerimônia que aconteceu nesta quinta-feira foi tema de reportagens em diversos veículos da imprensa pernambucana.

A cerimônia de posse do presidente Carlos Neves e da nova mesa diretora do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), que ocorreu nesta quinta-feira (15), teve ampla repercussão na imprensa estadual. O evento foi destaque em diversos veículos, incluindo os três principais jornais de Pernambuco, além de emissoras de TV, rádios e inúmeros portais de notícias.

No Jornal do Commercio, a solenidade foi tema de capa. As matérias ressaltaram a presença das inúmeras autoridades do Estado, e destacaram a proposta de que o Tribunal atue como uma grande mesa de entendimentos, voltada à garantia de segurança jurídica para os gestores.

A Folha de Pernambuco, que também trouxe o evento em sua capa, enfatizou o compromisso da nova gestão com a fiscalização da Primeira Infância, o papel democrático do Tribunal de Contas e a busca por soluções a partir do diálogo.

Já o Diario de Pernambuco deu destaque à isenção política do tribunal, ponto enfatizado por Carlos Neves em seu discurso. “Não somos um órgão de oposição, muito menos de situação. Somos um órgão de composição do interesse público”, afirmou o presidente.

Além disso, a cerimônia foi tema de reportagens no NETV 2, da TV Globo, na TV Guararapes e TV Tribuna, entre outros noticiários, e também foi assunto central de diversos blogs e páginas nas redes sociais.

Gerência de Jornalismo (GEJO), 16/1/2026


O conselheiro Carlos Neves entregou, nesta quarta-feira (14), o convite para sua posse como presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) à governadora Raquel Lyra, em encontro realizado no Palácio do Campo das Princesas.

Ele estava acompanhado do vice-presidente, Marcos Loreto, e de todos os demais conselheiros do TCE-PE.

A cerimônia de posse do novo presidente e da mesa diretora do Tribunal de Contas acontece nesta quinta-feira (15), às 17h, no Recife Expo Center, com transmissão ao vivo pela TV TCE-PE. Carlos Neves assume a presidência do Tribunal de Contas de Pernambuco em sessão solene que marca o início de seu mandato à frente da instituição.

Desde dezembro, quando foi eleito por aclamação, o conselheiro vem realizando a entrega dos convites a autoridades dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, a representantes de Tribunais de Contas de todo o Brasil, e a instituições que integram o sistema dos Tribunais de Contas, como a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas (Atricon) e o Instituto Rui Barbosa; além de conselheiros aposentados do TCE-PE, representantes da imprensa, dirigentes de universidades, entre outros.

A visita ao Palácio do Campo das Princesas marcou o encerramento dessa agenda de convites institucionais.

Esta é a primeira vez que Carlos Neves toma posse como presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco, sendo o 20º a ocupar o cargo. Ele ingressou no TCE-PE em 2019 e já exerceu as funções de ouvidor (2022-2023) e vice-presidente (2024-2025).

Na mesma cerimônia, também tomam posse os conselheiros Marcos Loreto, como vice-presidente; Dirceu Rodolfo, como corregedor; Eduardo Porto, como diretor da Escola de Contas; e Rodrigo Novaes, como ouvidor.

A transmissão poderá ser acompanhada ao vivo pela TV TCE-PE.

Gerência de Jornalismo (GEJO), 15/1/2026


O novo presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE),
conselheiro Carlos Neves, realizou a entrega de convites para a sua posse solene a conselheiros aposentados do TCE-PE. "Este é um reconhecimento por tudo que eles fizeram pela instituição."


Ao todo, seis conselheiros foram agraciados. As entregas começaram no último dia 7, com o conselheiro Roldão Joaquim (aposentado em 2006), e para o ex-deputado federal Danilo Cabral e a servidora Luciana Cabral, em nome de seu pai, Adalberto Farias Cabral (aposentado em 2005).

No dia 8, foi entregue o convite à conselheira Teresa Duere (aposentada em 2023). No mesmo dia, também foi entregue o convite ao conselheiro Romário Dias (aposentado em 2013).

Por fim, nesta segunda-feira (12), receberam os convites o conselheiro Carlos Porto (aposentado em 2023) e o conselheiro Severino Otávio (aposentado em 2011).

A posse solene está marcada para a próxima quinta-feira (15), às 17h, no Recife Expo Center. Haverá transmissão ao vivo pela TV TCE-PE.

Gerência de Jornalismo (GEJO), 12/1/2026


O novo presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), conselheiro Carlos Neves, esteve nesta semana no Diario de Pernambuco, Folha de Pernambuco, Jornal do Commercio e na TV Jornal para entrevistas e a entrega dos convites da posse solene, que está marcada para a próxima quinta-feira (15), às 17h, no Recife Expo Center.

As entrevistas para o Diario de Pernambuco e Folha de Pernambuco foram realizadas nesta quinta-feira (8), com ambas sendo reportagens de capa dos respectivos jornais nesta sexta-feira (9).

No Diario, ele foi recebido pelo diretor de jornalismo, Felipe Resk, e pelos jornalistas Pupi Rosenthal e Guilherme Anjos. Na ocasião, o presidente ressaltou os desafios de um ano eleitoral para o Tribunal de Contas e a possibilidade de tentativas de “uso político” do TCE-PE.

“A instituição não é um conselheiro, não é o presidente. Eu tenho o maior respeito por quem tem opiniões diferentes, mas o Tribunal de Contas é uma carreira com autonomia. Eu não determino que o auditor faça esse serviço ou fiscalização, eu não tenho esse poder, nem quero ter”, comentou.

Na Folha de Pernambuco, Carlos Neves foi recebido pela vice-presidente do jornal, Mariana Costa; pelo diretor operacional, José Américo Lopes Góis; pela editora-chefe, Leusa Santos; pela gerente de mercado, Tânia Campos; e pela colunista da Folha, Betânia Santana.

No jornal, ele falou sobre algumas das prioridades de sua gestão, como o diálogo com o poder público, a aproximação com a sociedade e ações de sustentabilidade. “Fiscalizamos a legalidade, mas também colaboramos com os gestores para aprimorar a prestação de serviço público”, destacou o conselheiro, que também ressaltou os desafios dos municípios em uma “nova realidade climática”.

Na última terça-feira (6), Carlos Neves realizou a entrega do convite ao diretor de jornalismo do Jornal do Commercio, Laurindo Ferreira. Já na quarta-feira (7), o conselheiro concedeu uma entrevista ao jornalista João Alberto, da TV Jornal, onde falou sobre os objetivos da gestão. O programa ainda não foi ao ar.

Na próxima semana, serão realizadas entrevistas para as rádios Jornal, Folha e CBN, além de blogs locais.

Gerência de Jornalismo (GEJO), 9/1/2026

Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco

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