1. O que é o iSegTI?
É a iniciativa do TCE-PE de avaliação dos controles técnicos mínimos de segurança da informação nos serviços digitais expostos à internet (web, e-mail e DNS) das unidades jurisdicionadas do Estado de Pernambuco e de seus Municípios.
2. Minha organização precisa se inscrever ou preencher algum questionário?
Não. As avaliações são automatizadas e externas, realizadas sobre os domínios institucionais informados no Sistema de Cadastro de Unidades Jurisdicionadas do TCE-PE. Basta manter o cadastro atualizado.
3. Os testes podem causar algum dano ou instabilidade nos sistemas da minha organização?
Não. Os testes são não intrusivos: consistem em consultas e conexões que qualquer usuário da internet poderia realizar, sem acesso privilegiado ao ambiente da organização. Não se trata de teste de intrusão (pentest).
4. Uma falha apontada no relatório significa que minha organização foi invadida ou está insegura?
Não necessariamente. Uma falha indica que determinado controle técnico mínimo recomendado não foi identificado como implementado no momento do teste, o que amplia a superfície de ataque. A inexistência de um controle nos serviços avaliados também não implica a inexistência de outras medidas de segurança no ambiente interno da organização.
5. Por que os resultados não são divulgados publicamente?
Porque a divulgação detalhada das fragilidades de cada organização poderia ser explorada por agentes maliciosos. Por isso, os resultados são encaminhados individualmente a cada unidade jurisdicionada, e eventuais divulgações públicas ocorrem apenas de forma agregada, sem identificação individual.
6. Como minha organização recebe o resultado?
Cada unidade jurisdicionada avaliada recebe seu Relatório Individual por canal institucional. Em caso de dúvida ou não recebimento, entre em contato pelo e-mail indicado na seção Contato.
7. Corrigir as falhas apontadas é caro?
Na maioria dos casos, não. Grande parte dos controles tem custo financeiro nulo ou baixo, resumindo-se a ajustes de configuração em sistemas já existentes. O Manual de Controles de Segurança, disponível na seção Downloads, apresenta estimativas de custo e benefício para cada controle, apoiando a priorização.
8. Minha organização usa e-mail em provedor público (Gmail, Hotmail etc.). Isso é um problema?
Sim. O uso de e-mail sem domínio institucional próprio compromete a governança do correio eletrônico, fragiliza a identidade institucional, limita a aplicação de controles técnicos de proteção contra ameaças, dificulta a continuidade administrativa e pode gerar riscos de não conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Recomenda-se a adoção de domínio de e-mail institucional próprio.
9. Posso testar o domínio da minha organização por conta própria?
Sim. A ferramenta TOP do NIC.br é pública e gratuita: acesse top.nic.br, insira o domínio e escolha o módulo de teste (site, e-mail ou conexão). O relatório é gerado em segundos, sem necessidade de cadastro.
10. Com que frequência as avaliações serão realizadas?
O primeiro ciclo de avaliações foi realizado em 2025. A periodicidade dos próximos ciclos será divulgada nesta página, permitindo o acompanhamento evolutivo da maturidade em segurança cibernética das organizações participantes.
11. O iSegTI substitui as demais fiscalizações do TCE-PE em segurança da informação?
Não. O iSegTI é um instrumento de diagnóstico e orientação, que poderá subsidiar a priorização de auditorias específicas e ações de capacitação. Aspectos como políticas internas, gestão de identidades e acessos, backups, gestão de vulnerabilidades e resposta a incidentes poderão ser objeto de fiscalizações complementares.

